quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Paródia sobre o conto de origem inglesa “João e o Pé de Feijão”, publicado primeiramente por Benjamim Tabart em 1807 e popularizado por Joseph Jacobs em 1890.

A punição para o João do Pé de Feijão

       Ao ver as moedas de ouro, a harpa agradável e a galinha preciosa que botava ovos áureos, a mãe de João se surpreendeu. Disse entusiasmada ao filho que nunca mais passariam fome, pois poderiam vender os ovos da galinha a preços altíssimos, o que garantiria o sustento da família. O arrependimento por ter contestado João sobre a troca da vaquinha pelas sementes de feijão era um peso na consciência da viúva. Ela perguntou ao menino como ele tinha conseguido aquelas regalias. Omitindo grande parte da verdadeira história, João respondeu:
       - Mamãe, você não vai acreditar na aventura que eu vivi! Na manhã seguinte ao dia em que você defenestrou as sementes de feijão que aquele senhor misterioso havia me dado em troca da vaquinha, um enorme pé de feijão, cuja copa se encontrava entre as nuvens, havia se formado no nosso quintal, como você já sabe. Sem que você soubesse, eu escalei a planta e cheguei a um reino celeste encantado, cheio de gigantes. Encontrei a harpa, as moedas e a galinha perdidas entre os castelos do reino. Decidi trazê-las comigo. Um dos gigantes, porém, passou a me perseguir, pois estava com inveja do meu achado. Esse gigante era aquele que estava descendo o pé de feijão atrás de mim. No entanto, graças ao machado que você me deu, eu consegui cortar o pé e derrubar o gigante, causando sua morte.  
       - Filho, você é o meu herói!
       A viúva mal sabia o que realmente havia acontecido. João não tinha contado à sua mãe que, na verdade, ele invadiu o castelo do gigante, conquistou a simpatia de sua esposa, que o escondeu para que não virasse o almoço do gigante, e roubou as moedas, a harpa e a galinha dos ovos de ouro do castelo. Por fim, o menino suavizou o fato de que ele havia assassinado o gigante quando este o perseguia para recuperar seus pertences.
       Enquanto mãe e filho festejavam o período de fartura, a esposa do gigante não continha seu pranto. Além de perder os itens roubados por João, ela sofria profundamente a morte do marido. Culpava-se por ter sido fiel a um menino desconhecido e por não ter evitado o falecimento de seu amado. Havia apenas uma solução: denunciar João para a polícia local. E assim foi feito:
      - Boa tarde, polícia local às suas ordens, em que podemos ajudar?
      Emocionada, a esposa do gigante disse à atendente:
      - Boa tarde. Eu falo do Bairro Celeste, região A12. Eu gostaria de fazer uma denúncia. Um menino chamado João, que mora nos Jardins Faz de Conta, número 100, localidade bem abaixo do meu castelo, roubou-me algumas preciosidades e ainda assassinou meu marido!
       - Tudo bem, senhora, já estamos enviando uma viatura para o endereço do acusado.
       Como a idade penal da região era de dez anos e João já tinha onze, os policiais não hesitaram em levá-lo para o júri popular. Entre os jurados, estavam os Três Porquinhos, o Lobo Mau e a Branca de Neve. Apenas o Lobo Mau absolveu o acusado. Todos os outros jurados o condenaram. A mãe do menino, ao saber de toda a história, sentiu-se profundamente envergonhada, mas admitiu que o filho precisava de uma punição. João foi condenado a viver preso para sempre.  

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aula - Fundamentos Científicos da Comunicação - 23/09/2010 - Aquecimento do debate sobre textos acadêmicos

Encetamos o debate sobre os textos "Comunicação Comunitária e Educação para a Cidadania" e "Direito à  Comunicação  Comunitária, Participação Popular e Cidadania", ambos de autoria de Cicilia M.Krohling Peruzzo, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Questões sobre a utilização dos meios de comunicação para intermediar a relação entre escola e sociedade, sobre a funcionalidade do atual sistema escolar e sobre a dominação simbólica foram debatidas. O conceito principal de nossas discussões foi o conhecimento construído em conjunto. Concluímos que o trabalho do professor em sala de aula engendra melhores resultados quando há uma via múltipla de transmissão e geração de conhecimentos, ou seja, quando o professor abre mão de seu papel de único transmissor de informações e passa a fornecer condições aos alunos para que criem seus próprios saberes. Se no aquecimento já atingimos tal grau de profundidade, imaginem quando iniciarmos o debate propriamente dito.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aula de Fundamentos Científicos da Comunicação - 13/09/2010 - Terceiro e último dia do seminário "O corpo fala" - Apresentação do meu grupo

"No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim". As palavras de Fernando Sabino expressam o clima do trabalho que o meu grupo desenvolveu. Considero boa a ideia de representar a comunicação entre candidatos à Presidência e o telespectador por meio de um debate transmitido pela TV , evidenciando os aspectos - presentes no capítulo 11 do livro "O corpo fala" - da linguagem corporal de ambos. Para o capítulo 13, que fala das formas de amor relacionadas a cada uma das alegorias do comportamento humano - águia, leão e boi -, encenar a afinidade de três grupos humanos - cientistas águias, poetas leões e baladeiros bois - a certas práticas ou objetos também não foi considerada uma má ideia. No entanto, não tivemos muito tempo para o ensaio teatral. Estávamos receosos de que algo sairia errado. Para nossa supresa, tudo deu certo na hora H. O trabalho ainda foi enriquecido com comentários preciosíssimos do professor André Azevedo. Ao final, pudemos respirar aliviados e comemorar o intervalo curto entre este e o próximo projeto.

sábado, 11 de setembro de 2010

Aula de Fundamentos Científicos da Comunicação - 09/09/2010 - Segunda dia do Seminário do livro "O corpo fala"

No segundo dia do seminário, o primeiro grupo fez um trabalho bem elaborado sobre a relação entre as cores e o estado de espírito do ser humano. Eles encenaram um acampamento -levaram desde uma barraca real a uma fogueira fictícia- em que cada componente do grupo representava uma cor e a emoção ligada a ela. Preto simbolizava impaciência; cinza, ansiedade; roxo, harmonia; vermelho, inovação.
O segundo grupo, não menos criativo, apresentou uma conversa em que pudemos perceber as intencões de cada um dos interlocutores. Além disso, representaram o boi, o leão e a águia em sala de aula, por meio da atitude de cada um durante uma prova.
Que venha o terceiro e último dia do seminário!!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Primeira experiência telejornalística - 08/09/2010 (Dia Internacional do Jornalista)

Meu curso é Publicidade, mas nutro uma paixão implacável por Jornalismo. Não há motivo para espanto, já que são áreas afins, ambas vertentes da Comunicação Social. Bom, vamos direto ao assunto. Logo hoje, dia internacional do Jornalista, tive minha primeira experiência prática na área de jornalismo, juro que por coincidência. Como participo do projeto WebCom, tive a oportunidade de ser o repórter do segundo dia da Semana da Administração na Uniube. Entrevistei, com transmissão ao vivo para todo o Brasil via Portal da Comunicação (http://www.comunicacao.uniube.br/), o palestrante Juliano Botelho, alunos, professores e o coordenador do curso de Administração, Marco Antônio. Não houve gravação do material, apenas transmissão ao vivo. E ela se dissipou. Por isso, nunca assistirei à minha primeira "performance televisiva" (risos desalentados). Alguém me diga, por favor, se foi bom!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aula de Fundamentos Científicos da Comunicação do dia 06/09/20010 - Início do seminário sobre o livro "O Corpo Fala"

Dois grupos se apresentaram. O primeiro discorreu, de forma dinâmica, sobre os tipos de sorrisos. Os alunos representaram um encontro amoroso entre duas pessoas que nunca tinham se visto antes, apenas tinham entrado em contato pelo telefone. Nesse encontro, ocorre um quebra das expectativas de ambas as partes, e pudemos perceber os "sorrisos de decepção" que entram em cena nesses caos. O segundo realizou um trabalho interessante sobre a relação, explicitada no quadro abaixo, entre partes do corpo e certos animais:


O grupo criou máscaras que serviram como alegorias dos animais. Cada participante representou um animal diferente. Houve uma encenação das relações entre os animais.

Por fim, o professor fez um apanho geral e ressaltou os pontos dos trabalhos essenciais para o entendimento do tema.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Comentário sobre o artigo "Escândalo na Receita - Muito barulho, pouca informação" publicado por Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa em 06/09/2010

Quando os meios de comunicação começam a manipular dados para favorecer este ou aquele candidato a certo cargo público, eles descumprem a função de passar uma visão imparcial sobre as eleições, a campanha eleitoral perde sua essência, que é informar o eleitorado da forma mais verídica possível, e a democracia é prejudicada. Quem sai perdendo, infelizmente, são os eleitores - os quais financiam, por meio de impostos, todas as manifestações políticas e que, por esse motivo, deveriam ser mais valorizados por quem os representa.

Aula de Fundamentos Científicos da Comunicação do dia 02/08/2010 - A linguagem corporal em fotos jornalísticas

Toda vez que os alunos de PP são chamados para o anfiteatro, já ficamos esperando por surpresas. Nessa aula, não foi diferente. O professor nos mostrou, em vídeo, uma coletânea interessantíssima de fotos publicadas nos principais jornais brasileiros. Discutimos a linguagem corporal presente nas fotos e o efeito intencionado. O que nos chamou a atenção foi a presença constante de pessoas, mesmo em imagens cujo objetivo é demonstrar o vazio de certos lugares, já que um lugar amplo com apenas um indivíduo parece ser mais despovoado do que se ele estivesse ermo. O lema "tem que ter gente" prevaleceu nas fotos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Aula de Fundamentos Científicos da Comunicação do dia 30/08/2010 - O preconceito racial das revistas

O professor André Azevedo distribuiu entre grupos de alunos certas revistas brasileiras que ele próprio classificou como "preconceituosas" e pediu para que contássemos o número total de imagens de pessoas e o número de imagens de negros. Nas mensagens publicitárias, havia o total de 102 pessoas, sendo que 10 eram negros. O que nos chamou a atenção foi a propaganda de um resort cuja única pessoa negra era o carregador de malas, enquanto os brancos se esbaldavam nas piscinas e aproveitavam tudo de melhor que o resort poderia oferecer. Realmente uma visão muito preconceituosa que, muitas vezes, passa despercebida.